Terapia, maternidade e paternidade: o que a psicologia trabalha
Maternidade e paternidade abrem um campo amplo na clínica: tentativa, gestação, perdas, puerpério, adoção, criação e a relação com a própria história de ter sido filho.
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Ambivalência é o tema mais frequente e o menos dito em voz alta: amar e não dar conta, querer e se arrepender às vezes, sentir falta de quem se era antes. Nada disso, dito em sessão, é acusação contra ninguém.
Também entram os efeitos concretos — sono, divisão de tarefas, mudanças na relação do casal, trabalho — e a distância entre a experiência real e a imagem social da parentalidade.
Um alerta que vale nomear
Sofrimento intenso no pós-parto merece avaliação, e não vigilância silenciosa. Se houver pensamentos de morte ou de machucar a si ou ao bebê, procure ajuda imediata: o CVV atende pelo 188, 24 horas, e o SAMU é 192.
Perguntas frequentes
- Falar que me arrependo faz de mim uma mãe ruim?
- Não. Ambivalência é comum e dizê-la em sessão é justamente o que permite trabalhá-la. Sigilo profissional protege o que é falado ali.
- Dá para fazer terapia com bebê no colo?
- Isso é combinado com o profissional. Muitos acomodam essa fase; o atendimento online costuma ser usado por essa razão prática.
Este texto é informativo e não substitui avaliação profissional. O IAURA divulga perfis: quem atende, avalia e é responsável pelo serviço é o psicólogo. Os rótulos desta página são declarados pelo profissional, não verificados pelo IAURA.